Palestra na EMEF Gina Franco discute sobre Cultura Negra e Orixás

08/06/2022 - 16:35 Atualizado há 22 horas



“Combater o racismo e a intolerância religiosa deve ser a toda hora e sempre, não só em maio tampouco novembro, mas sim o ano todo”. Foi essa frase dita pela professora de história e educação patrimonial da EMEF Gina Franco, Ana Maria, que representou os alunos da escola na manhã desta quarta-feira (08). Sob o tema ‘Cultura Negra e Preservação do Culto aos Orixás em São Cristóvão’, a ação foi promovida pela Fundação Municipal de Cultura e Turismo (Fumctur), referente ao último edital da Lei Aldir Blanc.

 

 

Ana Maria, professora de história e educação patrimonial

 

Ministrado pelo babalorixá do terreiro Alaroke, Juracy Rosa Júnior, o momento foi proporcionado por um debate quanto à realidade das religiões de matriz africana em São Cristóvão. Nele, os alunos do 9º ano da EMEF Gina Franco puderam conhecer mais sobre os terreiros antigos e atuais existentes, entender o que são a Umbanda e o Candomblé, suas variantes, entre outros temas.

 

O palestrante aproveitou a ocasião para ressaltar a relevância de incentivos como esse, pois é uma forma dos produtores culturais participarem nas escolas, trazendo temas atuais como racismo, intolerância religiosa e a manutenção das tradições de culturas afro-religiosas. “Fazemos essas experiências com o objetivo de diminuir os estigmas e transformar esses jovens em agentes sociais de transformação, de criar pessoas capazes de defender essa cultura de dizer ‘não é bem assim, você está sendo equivocado’”, explicou Juracy.

 

Juracy Rosa Júnior, palestrante

 

Educação Patrimonial nas escolas

 

A diretora da EMEF Gina Franco, Daniela Melo, comentou que a escola já trabalha essas questões através dos professores e adiciona essas ações como meio de conscientizar os alunos acerca desses temas importantes. “Achamos que não encontramos mais racismo e intolerância em 2022, mas pelo contrário, na verdade é quando encontramos mais ainda. Mas nessa escola pregamos o respeito pela religião do próximo, é uma escola que temos todas as religiões, professores de religião afro, evangélicos, católicos e todos se unem quando trabalham o combate à intolerância”, finaliza.

 

Daniela Melo, diretora da EMEF Gina Franco

 

O estudante João Paulo considerou o momento como interessante e agregador de conhecimento. “Foi bem legal conhecer mais da cultura negra, entender sobre os ancestrais, os seus costumes”, disse.

 

João Paulo, aluno

 

Por outro lado, para a aluna Evelyn Gonçalves, que ainda tinha dúvidas sobre as tradições de matriz africana, a palestra foi útil. “Isso me ajudou a refletir sobre os questionamentos que eu tinha e me instigou a entender mais”, finalizou.

 

Evelyn Gonçalves, aluna 

 

Fotos: Dani Santos