Comitê Gestor da Praça São Francisco se reúne e discute a retomada das atividades

31/05/2022 - 17:31 Atualizado há 1 dia



Aconteceu na manhã desta segunda-feira (31), a primeira reunião do Comitê Gestor da Praça São Francisco, após uma pausa de dois anos decorrente da pandemia da Covid 19.  Com a presença dos representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da Prefeitura de São Cristóvão e do Goverdo do Estado, o encontro teve como objetivo debater a retomada do comitê e as novas configurações de planejamento do patrimônio, além de reorganizar a composição das novas cadeiras da comissão, com a participação da sociedade civil, de representantes do turismo e da educação.

 

Há 12 anos a Praça São Francisco foi elevada a Patrimônio Histórico da Humanidade, pela Unesco e, de acordo com Paola Santana, presidenta da Fundação Municipal de Cultura e Turismo João Bebe Água (Fumctur), “um dos pré-requisitos para a manutenção do título é a atuação efetiva do comitê gestor. Este será um dos itens discutidos nesta reunião, a retomada e reformulação do comitê, além da organização do calendário para o plano de gestão e o aniversário de 12 anos de chancela, que será em primeiro de agosto”, pontuou.

 

Paola Santana, presidenta da Fundação Municipal de Cultura e Turismo João Bebe Água (Fumctur)

 

A presidenta ainda salientou outro ponto importante discutido na reunião, que é a elaboração de um relatório que periodicamente deve ser preenchido pelo Iphan e enviado à Unesco, contendo   tudo o que já foi executado e investido na Praça no período de dez anos. “Este relatório é outro item determinante para a manutenção do título. Trata-se de um diagnóstico de tudo o que já fizemos e, após a resposta da Unesco, trabalharemos as demandas após relatório, que contribuirão no processo de aperfeiçoamento do sistema de gestão, monitoramento e avaliação de políticas públicas de preservação e utilização da Praça”, explicou.

 

Paola Santana, presidenta da Fumctur e Flávia Klausing Gervásio, historiadora do Iphan

 

Flávia Klausing Gervásio, historiadora e chefe substituta do escritório do Iphan em São Cristóvão, falou sobre a importância de elaborar o relatório e de realizar uma gestão planejada e compartilhada. “Após o relatório, que nos oportuniza saber o que precisa ser feito ou readequado, a nossa primeira pauta é sobre a reorganização. O pessoal do Iphan sugeriu que fizéssemos esse encontro primeiramente com os representantes do governo, para, a partir daqui estudarmos estratégias para o chamamento da sociedade. Inclusive o departamento de relações internacionais do Iphan havia indicado a necessidade de ter novas cadeiras, representadas pelo turismo e educação”, explicou.

 

Flávia Klausing Gervásio, historiadora e chefe substituta do escritório do Iphan

 

De acordo com a historiadora, essa gestão com a participação popular é uma indicação da Unesco, “justamente porque esse compartilhamento com os diversos entes que atuam na praça, assim como a escuta de quem mora, é de grande importância porque são eles quem sofrem os impactos, eles quem têm as demandas. Não tem como fazer uma gestão sem escuta, justamente porque estamos gerindo para as pessoas e junto com as pessoas. Essa é a forma melhor de ter um sucesso”.

 

No tocante à participação popular, quem concorda com Flávia é o gerente do patrimônio material e imaterial da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), Marcos Paulo Carvalho Lima. Ele diz que “atuar em conjunto com a população traz oportunidades de apresentar à sociedade geral o conhecimento sobre a existência e a importância desse comitê gestor. Então é muito válida essa ação mais participativa entre o poder público, a sociedade civil e o comitê, que estará ouvindo as duas partes, para assim atuar à frente da gestão da praça, observando sempre o plano”, destacou.  

 

Marcos Paulo Carvalho Lima, gerente do patrimônio material e imaterial da Funcap

 

Fotos: Heitor Xavier