Semas e Ami realizam ação em comemoração aos 19 anos do Estatuto do Idoso na Praça São Francisco

28/09/2022 - 16:39 Atualizado há 7 horas



A Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) e o grupo Amigos da Melhor Idade (Ami) realizaram, na tarde de terça-feira (27), uma ação com idosos assistidos pelos programas municipais para comemorar o dia do Idoso (01.10), e os 19 anos do Estatuto do Idoso a sombra do pé de Algaroba da Praça São Francisco.

 

 

A atividade inciou com a leitura dos Direitos Fundamentais da Pessoa Idosa que são dez: vida; liberdade, respeito e dignidade; alimentos; educação, cultura, esporte e lazer; profissionalização e trabalho; previdência social; assistência social; habitação; transporte; e saúde. Além disso, a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer realizou atividades lúdicas com a orientação de um profissional de educação física e colocou os idosos para dançar.

 

 

A Semas desenvolve uma  política pública voltada para o idoso, com o serviço de convivência e fortalecimento de vínculos que são realizados nos dois territórios – Centro Histórico e grande Rosa Elze. É um trabalho de orientação, de conscientização para a  participação e o desenvolvimento da pessoa idosa e melhoria da sua condição.

Gilzanira Nascimento Bastos - Semas

 

A coordenadora da proteção social básica da Semas e presidente do Conselho Municipal do Idoso, Gilzanira Nascimento Bastos  disse que “a importância do estatuto do idoso é, justamente, para ele saber que é uma pessoa de direito, portadora de direitos. É preciso que esses direitos sejam garantidos, é preciso que sejam sempre revistos e lembrados, porque se não tivesse sempre fazendo essas campanhas, mostrando para eles que eles possuem direitos garantidos, muitos seriam negados”. Ela exemplifica: “quando o idoso deixa de ter a sua gratuidade no transporte, ele precisa saber que ele tem esse direito para reivindicar, questionar, cobrar. A gente faz esses eventos para estar lembrando sempre, para não esquecerem desses direitos”.

Marinalva Oliveira Carvalho - 68 anos

 

Marinalva Oliveira Carvalho de 68 anos disse gostar desse tipo de atividade.”Para mim é um alívio muito grande, pela minha idade, é uma distração. Eu amo muito a AMI, amo muito o CRAS, gosto muito da alegria, sou muito animada, gosto de dançar, de pular, de rebolar”, relatou.

 

Aidee Alves Gomes - 73 anos

 

A professora aposentada Aidee Alves Gomes (73 anos), lamentou que as atividades só aconteçam de vez em quando. “Isso é muito gratificante, principalmente para as pessoas que ficam mais em casa, dá muita força, porque em casa pensamos que somos aquela pessoa jogada, que já acabou, que já era e esse movimento leva a gente a mexer com nosso íntimo, esquece as coisas ruins da vida. Eu só tenho a agradecer essa iniciativa de proporcionar esse evento. Agora o estatuto precisa ficar presente nas pessoas porque, infelizmente, ele ainda está engavetado, quem tem conhecimento se lança e quem não tem se omite”, declarou. Ela também contou um fato ocorrido dias atrás quando um motorista tentou negar o acesso gratuito e ela lembrou que a lei a permitia usar o transporte público gratuitamente.

 

Risonete Lúcia Fonseca - voluntária da Ami

 

Para a voluntária do Grupo Ami, Risonete Lúcia Fonseca, fazer esse tipo de atividade mexe com todos os sentimentos, com todos os pensamentos, com todas as emoções. “É um momento que elas se encontram com elas mesmas. Aqui, tenho certeza que ninguém está preocupado com a casa, com o marido, com trabalho, com dinheiro, elas estão aqui presentes, elas trazem a bagagem da presença, de pertencer. É um trabalho que tem que ser constante”. Sobre os direitos da pessoa idosa ela disse que “é uma luta, não está vencida, não é uma luta ganha porque esse estatuto traz muitos benefícios que nem sempre estão sendo respeitados. Eu acho importantíssimo fazer essas atividades de reforço”.