São Cristóvão registra 2000 pessoas recuperadas da COVID-19

24/09/2020 - 13:10 Atualizado há 14 horas



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Segundo dados dos últimos boletins epidemiológicos, divulgado na terça (22) pela secretaria de saúde, o município alcançou a marca de 2000 pessoas que se recuperaram da Covid-19. Em um universo de 2106 casos confirmados da doença, isso significa mais de 95% de casos recuperados.  Além disso, o município tem registrado melhorias no ranking estadual das taxas de incidência e de mortalidade pela doença.

 

Para registrar esses dados positivos, fruto do trabalho de todos os profissionais da rede de saúde de São Cristovão, foram soltos ontem (23) balões brancos em uma ação na Unidade Básica de Saúde Maria José Soares Figueroa, no bairro Rosa Elze, junto à equipe de gestão da unidade e a integrantes da secretaria de saúde. Na oportunidade também foi desativado o Conteiner de Triagem e atendimento exclusivo a pacientes com Síndrome Gripal, localizado anexo à UBS Maria José Soares Figueroa.

 

Segundo Mayra Oliveira, diretora de vigilância e atenção à saúde, os resultados alcançados pelo município se devem em grande parte ao compromisso e dedicação de toda a equipe que compõe a rede.  “Estamos felizes em perceber que todo o empenho e dedicação da equipe de gestão, dos profissionais de saúde e pessoal de apoio valeram à pena, porque o objetivo de preservar o máximo possível de vidas foi alcançado. Foram meses de muita tensão, mas de mãos dadas, com muito estudo e muito compromisso vimos que acertamos nas decisões tomadas”, afirmou ela.

 

A coordenadora pontua também que diversas ações foram de fundamental importância para alcançar tais resultados para a população: “monitoramento qualificado de pacientes suspeitos, consultas e testagem em todas as UBS de São Cristóvão, duas Unidades de Referência, número de leitos e equipe profissional ampliados na Urgência 24h, reorganização das feiras, ações educativas e de fiscalização pela vigilância sanitária, dentre tantas outras atividades realizadas nesse período foram essenciais para que chegássemos a esse resultado tão positivo”, reforçou Mayra Oliveira.

 

Para Camila Freire Barreto, enfermeira e Coordenadora da Unidade de Urgência 24h Manuel Eustáquio Neto, este é o resultado do trabalho árduo e superação de toda a equipe. "Dois mil recuperados pra quem viveu toda turbulência, insegurança e luta por algo invisível que trazia danos ao ser humano é um resultado com parâmetro quantitativo que avalia nossa força, garra e comprometimento com a população e o SUS. Superamos as inquietudes, aprimoramos o conhecimento e nos capacitamos para combater o desconhecido, porque o nosso objetivo era proporcionar o melhor serviço, a saúde humanizada com resultado positivo ao final. Gerimos a saúde para o povo, e por eles que trabalhamos arduamente durante essa Pandemia", afirma. 

 

"Ao final, a sensação é de gratidão e dever cumprido, os dias, as noites, finais de semana, datas comemorativas passadas em "branco", distanciamento social e familiar foram detalhes necessário para alcançar com êxito essa jornada que toda Equipe Guerreira do SUS viveu nos últimos meses", enfatiza Camila. 

 

Camila Freire Barreto, Coordenadora da Unidade de Urgência 24h Manuel Eustáquio Neto

 

Segundo o Gerente de Epidemiologia e Informação em Saúde e integrante do Centro Municipal de Operações de Emergências em Saúde Pública de São Cristóvão, José Marcos Santos, o pico para casos novos e óbitos da COVID-19 em São Cristóvão ocorreu na segunda quinzena de junho, mais especificamente entre 15 e 21 de junho para casos novos, e entre 22 e 28 de junho para óbitos. “Desde então o município seguiu com padrão de redução nas curvas epidemiológicas.  Hoje estamos em uma situação muito mais confortável, pois 95% dos nossos casos confirmados já receberam alta do monitoramento e existem poucos casos confirmados/suspeitos ativos, o que facilita o controle/vigilância para minimização da transmissão do SARS-CoV-2, vírus causador da COVID-19”, explica José Marcos. 

 

“O município pode ser visto como modelo no enfrentamento à COVID-19, pois cerca de 30 dias antes do primeiro caso confirmado na cidade já havia se instituído o Centro Municipal de Operações de Emergências em Saúde Pública, elaborado Plano de Contingência, publicado Decreto Municipal para enfrentamento à COVID-19 e várias outras medidas sabiamente antecipadas”, pontua o coordenador.

 

Apesar de todos esses resultados positivos, as medidas de prevenção à COVID-19 devem ser mantidas pelos sancristovenses. “Ainda são registrados casos novos na cidade e, principalmente, pelo fato do risco de uma segunda onda não ser descartado. Seguimos atentos às evidências científicas e à dinâmica epidemiológica da COVID-19. Essa luta é nossa”, conclui José Marcos.

 

Equipe da secretaria de saúde de São Cristóvão e Diretoria de Vigilância e Atenção à Saúde (DiVAS)

 

Dados epidemiológicos

 

Em relação aos 75 municípios de Sergipe, São Cristóvão ocupa, em números absolutos acumulados, a 6ª posição em casos confirmados e 4ª em óbitos. Entretanto, quando é observada a Taxa de Incidência, que por sua vez estima o número de casos novos da COVID-19 levando-se em consideração o total de habitantes de cada município, o município está na 36ª posição (231,85/10.000 habitantes), e em Taxa de Mortalidade, ocupa a 16ª posição (9,44/10.000 habitantes). Esses dados são de 22 de setembro de 2020 e foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Sergipe.

 

O Gerente de Epidemiologia e Informação em Saúde e integrante do Centro Municipal de Operações de Emergências em Saúde Pública de São Cristóvão, José Marcos Santos, explica que “números absolutos não devem ser vistos isoladamente para entendimento do real contexto/evolução epidemiológica de doenças infectocontagiosas, pois quanto mais populoso for o município/estado/país, infere-se haver uma maior possibilidade de registrar mais casos novos e/ou óbitos se considerarmos o mesmo intervalo de tempo desde os primeiros registros nos diferentes locais”.

 

Ele reforça que por esta razão, recomenda-se o cálculo das taxas de incidência e de mortalidade por períodos específicos e também acumuladas, que estimam o número de casos novos e de óbitos levando-se em consideração o total de habitantes de cada local em questão. Somado a isso, a análise das médias móveis semanais ou quinzenais de casos novos e/ou óbitos, desde os primeiros registros da doença.

 

“A taxa de letalidade é outro dado que pode estar viesado se analisado isoladamente, pois quanto menor o número de casos confirmados em determinado município, maior tende a ser a taxa de letalidade a depender do número de óbitos já registrados. Além disso, existe o fato de muitos sintomáticos leves não procurarem um serviço de saúde e, consequentemente, não serem testados, o que impacta diretamente no total de casos confirmados. Isso pode fazer o vírus parecer mais mortal do que realmente é por conta dos casos não detectados no local estudado”, esclarece José Marcos Santos.

 

Em São Cristóvão, a SMS publica, semanalmente, um boletim epidemiológico mais completo com todas estas análises referentes ao município, estado, país e mundo. Até a presente data, já foram publicados 23 boletins semanais completos, que podem ser consultados no link: https://transparencia.saocristovao.se.gov.br/covid19, em “Ações de Enfrentamento”.