São Cristóvão adere à campanha 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher

22/11/2021 - 16:20 Atualizado há 5 horas



A violência contra a mulher fere o direito à vida, à saúde e à integridade física. Com base nisso, é realizada anualmente no Brasil e em cerca de 150 países a campanha 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher, com o objetivo de conscientizar sobre esse tema e promover o combate a essa violência. A Prefeitura de São Cristóvão, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e do Trabalho (Semast) aderiu à campanha e está promovendo diversas ações no município até o próximo mês.

 

Segundo levantamento do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS), só em 2021 foram registrados cerca de 140 casos de mulheres sendo vítimas de violência em São Cristóvão. “A melhor forma de coibir essas ações é utilizando a informação. Com ela, levamos informação com o intuito de formação bem como o suporte dessa mulher vítima. Assim, a mulher toma coragem e denuncia, levamos a discussão para as comunidades, os jovens mudam de perspectiva e param de reproduzir essa violência”, destacou Maria Helena Fortes, diretora de Programas Especiais da Semast.

 

Maria Helena Fortes, diretora de Programas Especiais da Semast

 

Por isso, caso esteja numa situação de violência ou com alguém que se encontre nesse cenário a denúncia pode ser feita a partir do disque 180 ou para o telefone 190, esse último apenas caso a agressão esteja ocorrendo no momento da ligação.

 

Em São Cristóvão há também outros órgãos que podem ajudar em orientação como: Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS) (Rua Georgeta César, nº 39, Centro); Núcleo de Assistência Jurídica (Praça da Matriz, s/n, ao lado da Caixa Econômica); Casa dos Conselhos (Rua Ivo do Prado, nº55, Centro) e a Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis-DAGV (Rua15, s/n, Bairro Eduardo Gomes, em anexo às instalações da 6ª delegacia).

 

Tipos de violência

A violência contra a mulher pode acontecer de diversas formas:

 

-Física: entendida como qualquer conduta que ofenda a integridade ou saúde corporal da mulher;

-Psicológica: é considerada qualquer conduta que cause dano emocional e diminua a autoestima ou que prejudique o pleno desenvolvimento da mulher e objetive controlar suas ações, comportamentos e decisões;

-Sexual: qualquer conduta que constranja a presenciar, a manter ou participar de relação sexual não desejada mediante intimidação, ameaça ou tenha uso de força;

-Patrimonial: qualquer conduta que promova a subtração, destruição parcial ou total de seus objetos e bens.;

-Moral: qualquer conduta que configure calúnia, injúria ou difamação.

Além disso, é importante frisar que a violência contra a mulher também acontece dentro de casa, sendo praticada por entes próximos ou até mesmo companheiros. Em certos casos ela é silenciosa, sendo percebida por terceiros quando a mulher compartilha a informação, ou no momento em que a agressão acontece e deixa marcas visíveis.

 

Programação

23/11 às 9h30 - Ação informativa no CRAS São Cristóvão
24/11 às 9h30 - Ação informativa no CRAS Gilson
25/11 às 9h00 - Sala de Diálogo com o Tema ‘Tecendo Vidas Sem Violência’ no Museu Histórico de Sergipe
29/11 às 9h00 - Papo de Mulher com o Tema ‘Mulheres negras ampliando espaços de poder e representatividade’ no Povoado Ilha Grande
30/11 às 14h00 - Papo de Menina na escola Glorita Portugal
13:13

 

 

Foto: Dani Santos