Presidenta da Fundact se reúne com referência técnica da Diretoria Estadual de Inclusão e Direitos Humanos

19/04/2021 - 16:54 Atualizado há 8 horas



Com o foco no estreitar dos laços entre a Coordenação de Igualdade Racial (setor que pertence à Fundação de Arte Cultura e Turismo João Bebe-Água - Fundact) e o Estado, a presidenta da Fundact, Paola Santana se reuniu com a Diretoria de Inclusão e Direitos Humanos (DIDH) da Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social, representada pela referência técnica para Povos e Comunidades Tradicionais e População Negra, Iyá Sonia Oliveira. O encontro, virtual, aconteceu na última sexta-feira e servirá para que ações em conjunto sejam desenvolvidas em prol do respeito e do bem-estar social.

 

Paola Santana pontuou a importância de se criar uma relação mais próxima entre São Cristóvão e Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social. “Esse foi o primeiro contato com o estado, neste sentido, para iniciarmos uma parceria de construção de políticas públicas para igualdade racial em São Cristóvão. A partir desse encontro, o objetivo é de que as ações que já estávamos planejando sejam efetivadas de fato, como a continuação do mapeamento de Casas de Matrizes Africanas, o mapeamento de pescadores e marisqueiras, comunidades ciganas e quilombolas. Estamos em processo organizacional para documentar todo esse estudo, e que isto sirva como fonte de pesquisa para futuras gerações”, frisou Paola.

Paola Santana

 

A presidenta da Fundact, Paola Santana, explicou que a Fundact já está vem trabalhando no processo de mapear as Casas de Matrizes Africanas. “Instituímos como lei a Coordenadoria de Igualdade Racial e de Gênero. Demos início ao mapeamento de terreiros e casas de matrizes africanas, e descobrimos que há uma infinidade de terreiros em São Cristóvão. Até agora, conseguimos mapear 49 e sabemos que tem, pelo menos, cerca de 20 locais. Além disso, em parceria com a Semast, vamos iniciar o mapeamento das famílias de pescadores, marisqueiras e da comunidade quilombola na Ilha Grande, com a qual já fazemos um trabalho voltado para o turismo com um grupo folclórico”, listou Paola.

 

Segunda a referência técnica para Povos e Comunidades Tradicionais e População Negra da SEIAS, Iyá Sônia Oliveira, pontuou a importância desse primeiro contato com São Cristóvão. “Fizemos este primeiro contato para entendermos como que essa política funciona no município e também para que possamos dialogar sobre as políticas de promoção para igualdade racial. Fazendo uma busca ativa em São Cristóvão, entendi que temos muito forte, no município, a existência de comunidades de pescadores, marisqueiras, de terreiros e também famílias ciganas”, disse Iyá Sônia, que destacou ainda a importância da criação de Conselhos Municipais de Promoção da Igualdade Racial, adesão ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) e atualização dos dados de povos e comunidades tradicionais no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

Iyá Sônia e Paola Santana


Iyá Sônia reforçou a necessidade dos municípios regularizarem suas Coordenadorias, o que passa pela formalização dos Conselhos Municipais de Promoção da Igualdade Racial. “Temos recursos específicos do Governo Federal para as Coordenadorias de Promoção da Igualdade Racial. Para que esse recurso chegue ao município, a Coordenadoria tem que fazer um trabalho de construção dos Conselhos para, com isso, aderir ao Sinapir e acessar recursos específicos para a finalidade ou política. Esses recursos são muito importantes para equipar o Conselho Municipal de Igualdade Racial com veículo, equipamentos e mobília, por exemplo”, explicou.

 

*Com informações da SEIAS.
Fotos: SEIAS/Daniela Santos.