Prefeitura realiza oficina de cordel para crianças e adolescentes do município

22/07/2022 - 16:44 Atualizado há 7 horas



A Prefeitura de São Cristóvão, através da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), reuniu, nessa quinta-feira (21), crianças e adolescentes na Biblioteca Senador Lourival Baptista com o intuito de realizar uma oficina de cordel, cujos temas abordados foram os direitos básicos e fundamentais destes jovens. O evento fez parte das ações realizadas para celebrar o mês do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que completou 32 anos no dia 13 de julho.

 

De acordo com Ceiça Galindo, coordenadora de proteção social especial da SEMAS, essa oficina teve a presença de duas cordelistas sancristovenes, com a participação dos alunos da rede pública de ensino, além da presença de ONGs e jovens assistidos pelos centros de assistência CRAS e CREAS. “As cordelistas vieram para orientar essas crianças e as informações que serão utilizadas na construção dos cordéis são para conscientizá-los sobre quais são os seus direitos garantidos pelo ECA. Os ensinamentos serão transmitidos de uma forma lúdica, inclusive com incentivo à leitura, por isso a escolha da biblioteca como o local deste encontro”, explicou.

 

Ceiça Galindo, coordenadora de proteção social especial da SEMAS

 

Ceiça ainda acrescenta que os eventos alusivos ao dia 13 de julho não finalizaram, pois “no dia 26 deste mês teremos uma audiência pública para falar do trabalho infantil, do protagonismo juvenil e do programa de aprendizagem profissional, que é um dos direitos garantidos pelo ECA e no dia 28 teremos o concurso de cordéis, seguido de uma roda de conversa com alunos da rede de ensino, falando sobre a proteção integral de crianças e adolescentes”, disse.

 

Orientações para a oficina de cordel e a abordagem sobre o ECA

 

Para Thays Mara Santos Vieira, técnica pedagógica da Secretaria Municipal de Educação (Semed), a presença dos alunos da rede pública de ensino, assim como a dos jovens assistidos pelas ONGs, é de suma importância “porque eles não vão apenas aprender a construir o cordel, mas terão a oportunidade de colocar em prática o aprendizado sobre as normas contidas no ECA. Inclusive, trata-se de um evento que contempla alunos com necessidades especiais, que estão aqui também para aprender a arte do cordel e os seus direitos na sociedade”, afirmou.

 

Thays Mara Santos Vieira, técnica pedagógica da Secretaria Municipal de Educação (Semed)

 

Alda Santos Cruz tem 92 anos, é uma das cordelistas de São Cristóvão que recebeu o convite para orientar os estudantes. Satisfeita com a sua colaboração, a cordelista se diz feliz e agradece à gestão pela oportunidade. “O cordel precisa dessa valorização e nós nordestinos só temos a ganhar. Estar aqui trabalhando o cordel com essas crianças, apresentando a elas esse tema tão importante é algo que para mim não tem preço. Em alguns anos eu estarei com cem anos e espero receber mais convites como este, pois farei questão de vir, para difundir essa arte, que é tão nossa”, destacou.

 

Alda Santos Cruz, cordelista

 

Cordelistas que ministraram a oficina

 

Cláudia Lima é presidente da Associação de Doenças Inflamatórias Intestinais do Estado de Sergipe (Adiise) e não hesitou em levar um dos seus assistidos para participar e aprender sobre o tema. “Quando recebi o convite para participar não pensei duas vezes e já escalei um dos assistidos pela Adiise, morador de São Cristóvão, que se disponibilizou para este aprendizado. É notório o entusiasmo dele, porém já conversamos sobre o concurso de cordel, cuja importância maior é o aprendizado e a participação”, frisou. 

 

Cláudia Lima, presidente da Associação de Doenças Inflamatórias Intestinais do Estado de Sergipe (Adiise)

 

A estudante assistida pelo CREAS, Samara Matos Batista, destacou que foi apresentada à arte do cordel através de outras ações da Prefeitura. “A primeira vez foi na Casa das Culturas Populares e outra vez em que tive contato com cordelistas foi através da Casa de Costura. A partir dessas primeiras experiências eu tomei gosto pela arte e estou muito feliz em fazer parte dessa oficina que me trará um aprendizado mais amplo, inclusive sobre o ECA”, enfatizou.

 

Samara Matos Batista, estudante

 

 

 

 

Fotos: Dani Santos