Oficinas de Preparação para o Fasc acontecem em diversos pontos do município e atrai públicos variados

29/09/2022 - 14:41 Atualizado há 5 horas



Nos últimos dias, a Fundação Municipal de Cultura e Turismo João Bebe Água (Fumctur) tem promovido diversas oficinas de preparação para o 37º Festival de Artes de São Cristóvão (FASC). As capacitações são desenvolvidas em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e contempla atividades voltadas à atuação no comércio e turismo, práticas culturais, dentre outros.

 

De acordo com a presidenta da Fumctur, Paola Santana, as oficinas em parceria com a UFS são realizadas desde 2017 com o propósito de levar experiências a diversos públicos antes do festival, que este ano acontecerá em dezembro. “Nós apresentamos à população temas que não tem acesso no cotidiano como dança, artes e teatro, além disso há também oficinas para os comerciantes para que eles sejam habilitados para vender no festival”, disse.  

 

Paola Santana, presidenta da Fumctur

 

Na semana passada, os inscritos interessados em usar alugar suas casas durante o FASC puderam participar de oficinas sobre hospitalidade, aluguel de casas temporárias e de casa ‘cama e café’. Ainda no dia 23, ocorreu uma oficina direcionada aos amantes de podcasts e no dia 24, houve uma capacitação de atividades práticas e jogos teatrais.

 

Modelo de negócio

 

Nesta quarta-feira (28), os comerciantes locais tiveram a oportunidade de participar de uma oficina de empreendedorismo ministrada pela professora do curso de turismo da UFS, Sofia Araújo de Oliveira. Nela, a facilitadora deu um panorama geral sobre o tema, os tipos existentes, além de uma atividade prática com os inscritos.

 

“Um dos objetivos da universidade é contribuir com a comunidade nas mais diversas esferas, e aqui, nós queremos sensibilizar a população em relação ao empreendedorismo e com foco no que eles podem oferecer no FASC e como eles podem atender o visitante e o turista da melhor forma”, acrescentou.

 

Sofia Araújo, professora do curso de turismo da UFS

 

Ester Santos é vendedora de roupas e sapatos, há 30 anos no ramo, e conta que viu a oficina como uma oportunidade de melhorar o seu próprio negócio. “É uma forma de aprender algumas dicas e abrir a minha mente. A Prefeitura está fazendo um bom trabalho proporcionando isso para nós”, falou.

 

Ester Santos, vendedora de roupas

 

Já Vera Gomes que é vendedora de bricelets comentou que abriu uma filial recentemente e elogiou as aulas por serem espaços de aprendizado. “Eu gostei dessa aula porque são nessas oportunidades que a gente cresce. Desde o mandato desse atual Prefeito nós recebemos várias oportunidades, o bricelet se tornou patrimônio cultural e material de Sergipe, então eu só tenho a agradecer”, concluiu.

 

Vera Gomes, vendedora de bricelets

 

Formas rítmicas

 

Além disso, ontem também ocorreu uma oficina de dança contemporânea ministrada pelo estudante de licenciatura em dança, Leandro Matos. Para ele, a dança fala sobre a comunidade, formação e identidade. “Pensar que estamos em São Cristóvão que é berço da cultura popular, hoje especificamente uma das bases dessa aula, trazendo uma visão contemporânea a partir da identidade popular que nós temos aqui por meio de um samba de coco, roda de samba, é um momento muito rico de troca”, explicou.

 

Leandro Matos, estudante de licenciatura em dança

 

Ramon Oliveira é estudante de design gráfico e compartilhou que é a sua primeira vez tendo um contato com esse tipo de dança. “Eu acredito que a dança permite um encontro consigo mesmo e eu procurei a oficina por conta disso. Também achei interessante a proposta de ser aqui no Centro Histórico porque é uma oportunidade de ocupar esse espaço e ver que o FASC já começou, que não é só em dezembro, mas que já está num momento prévio no município”, diz.

 

Ramon Oliveira, estudante de design gráfico

 

Maria José Rosendo é moradora do Rosa Elze, faz parte do grupo Samba de Coco e decidiu participar da oficina para conhecer um estilo de dança diferente. “Está sendo muito bom, os professores nos ensinaram algumas técnicas, isso ajuda na parte corporal e essa prévia do FASC com as danças dá uma abrangência maior e um tipo de pertencimento ao que é a nossa cultura”, finalizou.

 

Maria Rosendo, integrante do grupo Samba de Coco

 

As oficinas continuam até o mês de novembro.

 

 

Fotos: Dani Santos e Heitor Xavier