Memorial do judiciário abre exposição sobre São Cristóvão e homenageia o prefeito

01/04/2022 - 14:52 Atualizado há 1 dia



O prefeito de São Cristóvão, Marcos Santana, foi homenageado pela Confraria Sancristovense de História e Memória durante a cerimônia de posse de novos membros, que ocorreu na 8ª edição do projeto Quinta Juriscultural de Curadoria, no Memorial do Poder Judiciário. A ocasião contou a abertura da exposição “São Cristóvão, 432 anos: Relicário da Arte, da Fé e da História” e teve a participação do vice-prefeito, Paulo Júnior e do presidente da Câmara Municipal, Diego Prado, que também foram homenageados.

 

Presidente da Câmara, Diego Prado; vice-prefeito, Paulo Júnior; prefeito, Marcos Santana

 

Agradecido, o prefeito definiu o momento como uma reverência à gestão, que não economiza empenho no sentido de servir à população, além de fortalecer a identidade cultural e histórica da cidade. “É uma homenagem gratificante, sinto-me honrado com a lembrança, mas eu não a encaro como pessoal, por isso faço questão de transferi-la para o município de São Cristóvão. Óbvio que estamos à frente de uma administração pública e este fato só foi possível por consentimento da população da cidade, por isso coloco à frente desta homenagem o prefeito municipal e isso independe do nome dele”, explicou.

 

Marcos Santana. prefeito de São Cristóvão

 

Durante discurso, o presidente da confraria e diretor do Arquivo Público Municipal de São Cristóvão, Adailton Andrade, deixou claro que a decisão da homenagem teve como motivo a paixão do cidadão sancristovense, Marcos Santana, pelo município. Sentimento esse que se estende para gestão, que valoriza a memória e busca tornar a população detentora desse conhecimento.  “O surgimento da Confraria se deve à preocupação do cidadão Marcos Santana em manter viva a cultura documental da cidade. Ele é quem mais defende o resgate histórico deste local, que possui mais de quatro séculos de história”, salientou.

 

Adailton Andrade, presidente da confraria e diretor do Arquivo Público Municipal de São Cristóvão

 

Exposição alusiva aos 432 de história do município

 

O evento, que foi realizado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, contou com apresentação folclórica do grupo sancristovense “As Caceteiras” e em seguida todos os presentes se dirigiram à exposição “São Cristóvão, 432 anos: Relicário da Arte, da Fé e da História”, local em que o público pode prestigiar 35 obras que retratam as particularidades do município, presentes na gastronomia, na religião, artes plásticas, artesanato, dentre outras manifestações artísticas. A exposição é aberta ao público e pode ser visitadas até o final do mês de maio.

 

Grupo Folclórico "As Caceteiras"

 

Parte da exposição em homenagem aos 432 anos da cidade

 

De acordo com o presidente da Confraria, “essa é uma homenagem aos 432 anos de São Cristóvão, representada através da história, que é feita pelo povo. Os temas estão variados, desde a religiosidade, com as rezadeiras e benzederias; arte retratando os pescadores; a cultura popular. A exposição mostra de tudo um pouco e representa bem a cidade nesta comemoração dos 432 anos”, destacou.  

 

Adailton Andrade, presidente da confraria e diretor do Arquivo Público Municipal de São Cristóvão

 

Uma das confreiras empossadas durante a cerimônia, a professora do Departamento de Museologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Verônica Nunes, afirma que as exposições museológicas têm como objetivo básico divulgar, disseminar informações. “Essa exposição que o Memorial do Judiciário apresenta sobre a cidade é rica de elementos que mostram onde estão esses fazeres, saberes e essa fé, que é perene na cidade de São Cristóvão. Os objetos estão ali indicando caminhos que podem ser percorridos pela visita do grande público”, enfatizou a professora.

 

Verônica Nunes, professora do Departamento de Museologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS)

 

Maria Anair dos Santos Reis é uma artesã sancristovense, que considera a exposição como uma aliada ao trabalho de divulgação da cultura local. “Importante esse reconhecimento através dessa exposição. Importante ter o nosso produto bem aceito para além dos municípios de São Cristóvão. Eu mostro a história da cidade, dos folguedos, através da minha arte, das minhas bonecas, então é uma honra mostrar que temos história e temos uma vasta cultura”, pontuou.

 

Maria Anair dos Santos Reis, artesã

 

 

 

 

 

 

Fotos: Dani Santos