Feira São Criativos reuniu cultura, empreendedorismo e entretenimento na Grande Rosa Elze

06/06/2022 - 14:30 Atualizado há 15 horas



No último sábado (04), aconteceu a segunda edição da Feira São Criativos 2022, com o tema Carnaval Fora de Época. O evento foi realizado na Praça Horácio Souza Lima, na Grande Rosa Elze, pela Fundação Municipal de Cultura e Turismo João Bebe Água (Fumctur), com o objetivo de valorizar pequenos empreendedores locais do artesanato e gastronomia, além de divertir a população com atrações musicais do município.

 

Segunda edição da Feira São Criativos 2022 na Grande Rosa Elze

 

A feira foi aberta com o espetáculo Laroyê Ginga de Xirê, representado através de uma roda de capoeira e deu seguimento com as demais atrações que tão bem retrataram a diversidade musical presente na Cidade Mãe de Sergipe. As bandas que se apresentaram durante o evento foram Sertão Seco, Tribo Serigy, Pseudobanda e o Inferno Coletivo: Carlinhos Piu-Piu, e Batukkada. Todas selecionadas por meio da Lei Aldir Blanc.

 

 

 

De acordo com a diretora de cultura e arte da Fumctur, Elma Santos, trata-se de uma oportunidade de fomento à cultura e lazer que une a satisfação do público com a valorização daqueles que produzem arte e vivem dela. “Existem muitos artesãos atuantes no município e eventos como este contribuem para a valorização deles, através do nosso consumo e da geração de renda que é proporcionada. Além do artesanato, esta foi uma grande oportunidade para contemplar outros segmentos artísticos como a música”, ressaltou a diretora.

 

Elma Santos, diretora de cultura e arte da Fumctur

 

Lina Dele Nunes, diretora cênica do espetáculo Laroyê Ginga de Xirê, enxerga a realização do espetáculo como uma oportunidade de evocar a luta contra racismo e a intolerância às religiões de matrizes africanas. “Trouxemos um espetáculo que é uma homenagem ao orixá Exu, em uma roda de capoeira, como intuito de alavancar essa questão cultural, tão importante para o enfretamento do racismo e das questões de intolerância religiosa, sobretudo. Trazer esse espetáculo para uma praça é de suma importância também para que a comunidade agregue a abrace a nossa arte”, explicou.

 

Lina Dele Nunes, diretora cênica do espetáculo Laroyê Ginga de Xirê

 

Parte da Praça foi rodeada de barracas que expuseram bijuterias, artigos de crochê, plantas, comidas, além de pinturas e produtos holísticos, estes produzidos e vendidos pela sancristovense Lucy Rodrigues Almeida. De acordo com a artesã, “essa troca com o público que a feirinha proporciona, não tem preço. Inclusive, por ter esse formato itinerante, a feira nos garante mais rentabilidade, pois leva a nossa arte pra que outras pessoas conheçam e ainda nos ajuda a impulsionar a criatividade”, afirmou.

 

Lucy Rodrigues Almeida, artesã

 

 

População reunida no evento

 

Ana Beatriz é estudante, moradora da cidade e considera importante levar cultura gratuita e de qualidade à população. “Eu acho muito importante que esses eventos sejam feitos em nossa cidade, porque é uma forma de apresentar parte da nossa carga cultural e histórica, que é muito forte e deve ser explorada. A gestão está de parabéns por promover esse acesso à cultura de qualidade, em espaços como este”, enfatizou.

 

Ana Beatriz, estudante

 

O casal de namorados, Elvis Evangelista e Joyce Kelly, não hesitou em prestigiar o evento realizado próximo às suas casas. “A feira mantém a cidade viva e com a população nela, interagindo entre si, fazendo com que haja movimento, segurança, acolhimento, sem contar com a valorização dos comerciantes locais, que se fortalece” disse ela que é arquiteta e urbanista. Para Elvis, estudante de psicologia, “a vida voltando às praças é importante não apenas para o público espectador, mas para os artistas e empreendedores que tanto precisam, principalmente depois desses dois anos de pausa com a pandemia”, destacou.

 

Joyce Kelly, arquiteta e urbanista; Elvis Evangelista, estudante de psicologia

 

 

 

 

 

Fotos: Heitor Xavier