Emicida é o primeiro artista confirmado na edição de 50 anos do Festival de Artes de São Cristóvão

15/08/2022 - 14:02 Atualizado há 1 hora



O Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc), em Sergipe, retorna em 2022 com a proposta de “refazer os laços” que estavam distanciados nos últimos dois anos por conta da pandemia da Covid-19. Para isso, traz na sua 37ª edição o ícone do rap nacional Emicida, que com suas canções têm ocupado os corações e mentes de tantos brasileiros nos últimos anos. O artista se apresentará no evento que é considerado o maior festival gratuito de arte e cultura do Nordeste, que este ano celebra 50 anos de história, sendo realizado de 01 a 04 de dezembro. 

 

Para voltar a celebrar a liberdade, resistência e diversidade, o evento que é promovido pela Prefeitura de São Cristóvão, através da Fundação Municipal de Cultura e Turismo (Fumctur), contará com 13 espaços para as apresentações teatrais, dança, música, além de debates literários, feiras gastronômicas e de artesanato, palestras, oficinas e exposições. Toda programação será distribuída em locais públicos, organizados de forma a garantir acessibilidade e sustentabilidade gratuitamente em todo o centro histórico e outros pontos da cidade. 

 

Durante os dias do Festival, que promete ser o maior de todos os tempos, a cidade de São Cristóvão irá respirar arte e cultura. A expectativa é que mais de 30 mil pessoas circulem diariamente pelas ruas históricas e por sua praça patrimônio da humanidade, ambas chanceladas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pela Unesco, respectivamente. 

 

Marca oficial da edição de 50 anos do Fasc

 

Nos seus 50 anos, o Fasc já reuniu diversos cantores em seus espaços. Antes da sua parada em 2005, atrações como Otto, Nando Reis, Belchior, Mariene de Castro, Alceu Valença e Moraes Moreira, dentre outros, se apresentaram. Já na sua última edição, em 2020, Gilberto Gil, Liniker, Àttøøxxá e Mariene de Castro foram alguns dos artistas que marcaram presença no evento. Na literatura, nomes como o jornalista Xico Sá, Renata Ventura e o Prof. Dr. Ahmed Husseim El Zoghbi. No cinema, uma parceria importante foi firmada com o SESC e da casa CURTA-SE, além de uma importante mostra de curtas em parceria com o Centro de Estudos Árabes e Islâmicos da Universidade Federal de Sergipe (UFS).



Biografia do artista



Emicida nasceu em 1985, em São Paulo, onde vive e exerce a sua arte. Desde que lançou a sua primeira mixtape, ”Pra Quem Já Mordeu um Cachorro por Comida, até que Eu Cheguei Longe...”  (2009), o rapper construiu uma trajetória que foi conduzida como um experimento social. Assim, não limitou a sua criação à música. Por meio da Laboratório Fantasma, empresa que surgiu para gerenciar a sua carreira, mas que hoje atua como plataforma de entretenimento e de conteúdo transformador, ele deixa a sua marca na música, na moda, na literatura, na sociedade e em todo projeto a qual se dedica. 

 

Rapper, escritor, empresário, apresentador e pensador contemporâneo, Emicida tem dois livros infantis lançados “Amoras” (2018) e “E Foi Assim Que Eu e a Escuridão Ficamos Amigas” (2020), além de uma antologia que celebra os 10 anos da sua primeira mixtape. Fez história nos três desfiles que realizou na SPFW, principal semana de moda do Brasil, levando representatividade para a passarela.

 

 Nos seus trabalhos musicais, ele acumula parcerias com Caetano Veloso, Wilson das Neves, Zeca Pagodinho, Vanessa da Mata, Pabllo Vittar, entre outros nomes. A discografia de Emicida lista ainda a mixtape “Emicídio” (2010), os EPs “Sua Mina Ouve Meu Rep Tamem” (2010), “Doozicabraba e a Revolução Silenciosa” (2011) e os discos “O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui” (2013), “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa” (2015) e “AmarElo” (2019). Este último, inclusive, ganhou o Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de rock ou Música Alternativa em Língua Portuguesa e o elevou ao panteão da música brasileira. AmarElo também marcou história pelo seu show de lançamento ter acontecido no Theatro Municipal de São Paulo. A apresentação serviu de fio condutor para o celebrado documentário AmarElo - É Tudo Pra Ontem, disponível na Netflix, além de ter chegado nos aplicativos de áudio.



Foto: Victor Balde