Curso de qualificação de coleta citopatológica com simulação realística de manequim viva é disponibilizado a profissionais de saúde de São Cristóvão

30/06/2021 - 15:59 Atualizado há 4 horas



 

Um curso de qualificação para coleta citopatológica foi iniciado hoje (30) na rede de saúde básica do município com o objetivo principal de desmistificar a coleta e estabelecer no exame um cuidado mais humanizado com as mulheres, tornando-as protagonistas do processo. O curso ocorre de forma teórica e prática, utilizando como metodologia a Simulação Realística com manequins vivas.

 

 

“Essa é uma proposta de um curso inovador de práticas avançadas no atendimento em saúde da mulher onde trazemos não apenas um curso teórico, mas também uma metodologia diferenciada com uma modelo viva, prática muito difundida nos Estados Unidos para praticar a coleta. Como utilizarmos uma modelo viva, uma mulher treinada para este fim, isso acaba aproximando mais o aprendizado da realidade”, afirmou Juliana Musse, enfermeira, e integrante da empresa Anjus.

 

 

 

Juliana Musse, enfermeira e integrante da empresa Anjus

 

 

 

Juliana Musse afirma que após a equipe realizar um diagnóstico situacional no município, a proposta é também tentar atender as necessidades de São Cristóvão no sentido de vincular mais e acolher mais as mulheres durante a consulta de enfermagem para coleta de exame citopatológico, trazendo o protagonismo da mulher a esse processo. “A todo momento a mulher é protagonista desse processo de cuidado, ela participa. A gente espera que isso faça com que exista uma adesão maior ao exame, que é super importante na prevenção do câncer de colo de útero”, reforçou ela.

 

 

 

Rebeca Bezerra, enfermeira e GTA - Modelo de Manequim Viva

 

 

 

Para Rebeca Bezerra, enfermeira e Modelo de Manequim Viva, a proposta é que pessoas capacitadas consigam orientar como fazer o exame ginecológico no próprio corpo. “Isso é importante porque não tem ninguém melhor para conhecer nosso corpo, o que incomoda na gente, o que machuca e o que é desconfortável do que nós mesmos. Essa metodologia visa ensinar e explicar para profissionais e estudantes como fazer todo o procedimento de uma forma que não seja desconfortável, trazendo também a questão da humanização. Uma forma de como falar com a paciente, como dialogar, como abordar. Esse é o diferencial, trazer a humanização”, afirmou ela.

 

 

Rebeca Bezerra, enfermeira e Modelo de Manequim Viva

 

 

“Orientamos esses profissionais, na parte prática do curso, como se portar diante da paciente, como se apresentar à paciente, como falar com ela, o que não falar, e informações sobre o exame físico mesmo, conduzido pela própria modelo viva de uma forma que sempre humanizada”, concluiu Rebeca Bezerra.

 

 

 

 

O curso tem por público alvo enfermeiros assistenciais e enfermeiros gestores de São Cristóvão, além de convidados. Segundo Juliana Silveira, Referencia Técnica em Saúde da Mulher de São Cristóvão, o principal é capacitar os profissionais para uma coleta humanizada diante de um exame que é tão invasivo, e na teoria, tão desconfortável para a mulher.

 

 

Juliana Silveira, Referencia Técnica em Saúde da Mulher de São Cristóvão

 

 

“Estamos buscando qualificar o processo com a técnica, mostrando o que há de novo em outros países. Há evidências científicas que mostram que o cuidado humanizado é a melhor linha a ser seguida. E muitas mulheres que chegam aqui não conhecem o próprio corpo. Com a técnica desenvolvida aqui a gente usa, por exemplo, um espelho para que ela olhe a sua região vaginal, sua vulva e entenda como seu corpo funciona. Nosso objetivo é aprimorar a técnica mas também os nossos profissionais com o que tem de novo na qualificação de coleta citopatológica”, enfatizou Juliana Silveira.

 

 

 

 

 

 

Fotos: Heitor Xavier