Casa de Costura Dona Zil celebra encerramento dos diversos cursos ofertados

21/01/2022 - 18:27 Atualizado há 21 horas



A Prefeitura de São Cristóvão em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS) celebrou nesta manhã (21) a formatura da primeira turma formada por 38 alunas que participaram dos cursos ofertados na Casa de Costura Dona Zil. Trata-se de um projeto desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência e Trabalho (Semast), que tem como objetivo impulsionar a geração de emprego e renda para a população da cidade, através da capacitação em costura e bordado.

 

O prefeito Marcos Santana destaca a importância do projeto e vibra pelo sucesso conquistado ao longo dos cursos. “Hoje nós temos aqui a culminância da primeira turma desse projeto que foi tão acalentado e tão sonhado por nós. Há algum tempo que a Casa de Costura Dona Zil deu início às atividades e é satisfatório ver a evolução do projeto, que acabou de formar cinco turmas de cursos distintos, além do aumento significativo na busca por vagas”.

 

Marcos Santana, prefeito de São Cristóvão

 

Durante a ocasião, a secretária da Semast, Lucianne Rocha, agradeceu a todas as concludentes, professores e UFS, por terem acreditado no projeto e mergulhado no propósito dessa troca de aprendizado. “A casa é a realização de um sonho da Semast e estamos sempre em evolução, tanto no ambiente, quanto na oferta de atividades. Iniciamos com o curso de corte e costura básico e já estamos caminhando para abrir a turma do intermediário e do avançado. Porque a ideia é desenvolver as habilidades da população para que consigam gerar renda, caso estejam fora do mercado”, explica.

 

Lucienne Rocha, secretária da Semast

 

A diretora do trabalho da Semast, Neusa Malheiros, ressalta que quase 90% dos alunos inscritos conseguiram concluir o curso e estavam presentes recebendo a certificação. “Ao final de 2021 iniciamos cinco cursos na casa, duas turmas de costura básica, uma de costura criativa, que trabalhou peças decorativas e utilitárias, turma de arte em crochê e arte em bordado. São quase 40 formandas que driblaram a correria diária e concluíram a capacitação”, enfatiza.

 

Neusa Malheiros, diretora do trabalho da Semast

 

Ela ainda acrescenta alguns dos critérios prioritários para realizar a inscrição no curso. “Embora a presença seja majoritariamente feminina, o curso é aberto para toda a população residente no município, 100% gratuito e voltado prioritariamente para aqueles que estejam vivendo em condições de vulnerabilidade social e inscritos no Cadastro Único (Cadúnico)”, explica. 

 

Parceiros presentes no evento e satisfeitos com o resultado

 

Representando a UFS, esteve presente no evento a pró-reitora Sueli Pereira, que agradeceu a parceria e se disponibilizou para que os trabalhos futuros tenham o mesmo sucesso. “A conclusão do curso foi graças ao desempenho dessas alunas, que realizaram um trabalho excelente, que retrata a cidade e expressa tanta beleza. Celebramos o resultado dessa parceria entre prefeitura e Universidade, com a certeza de que outros bons resultados virão, pois a cada dia ampliamos mais as ações da universidade junto a este município”, explica.

 

Sueli Pereira, pró-reitora de extensão da Universidade Federal de Sergipe

 

Assim como a pró-reitora, a professora de licenciatura em artes visuais da UFS e coordenadora do projeto de extensão Linhas e Desalinhos de São Cristóvão, Rosane Bezerra Soares, também esteve presente na cerimônia, enfatizou a importância da parceria e elogiou o êxito alcançado pelas alunas. “Essa é uma oportunidade que devemos agradecer, pois é uma troca. Se nós somos úteis, as pessoas também nos ensinam muito. Eu saio daqui muito emocionada com o evento e com o que ele representa”, acrescenta.

 

Rosane Bezerra Soares, coordenadora do projeto de extensão Linhas e Desalinhos de São Cristóvão

 

Sancristovenses conquistam uma nova profissão e agradecem a oportunidade

 

Maria Helena Souza Freitas, uma das formandas dos cursos, intitulou-se como prenda do lar quando foi perguntada sobre a sua profissão e em seu discurso emocionado, ela enfatizou a coragem de ir até o fim do curso, na altura dos seus 72 anos de idade. “Eu agradeço à gestão do município e à direção dos cursos, do fundo do meu coração, pelo desempenho do trabalho realizado. Os moradores nunca viram tanta oportunidade e eu sou muito feliz por fazer parte dessa história na Cidade Mãe de Sergipe”, destaca. 

 

Maria Helena Souza Freitas, prenda do lar

 

A artesã Analiese dos Santos Santana conta que sentia falta do conhecimento na área da costura e por isso terceirizava o serviço. Hoje, com a formação no curso, ela se diz realizada e agradecida pela oportunidade. “Esse curso foi transformador em minha vida porque eu não tinha a mínima noção de costura, o que dificultava o meu trabalho. Se eu fazia um biquíni de crochê, pagava para que aplicassem o forro ou o bojo. Hoje eu me sinto capaz de complementar o meu artesanato e já realizo outros trabalhos.

 

Analiese dos Santos Santana, artesã

 

Rubia Amara Clímaco dos Santos não tinha profissão antes de realizar o curso. Hoje ela enche o peito de orgulho e se diz costureira. “Eu não tinha profissão, mas sempre fui encantada pela arte da costura e achava bonito quem fazia esse trabalho, porém nunca imaginei que eu fosse capaz. Fiquei sabendo do curso através de uma amiga e hoje estou aqui me formando e posso dizer que sou costureira e ganho o meu dinheiro através dessa profissão. Sou muito agradecida, pois foi o curso quem me trouxe essa oportunidade, mesmo com as inseguranças do início, hoje me sinto capaz e tenho orgulho disso”, pontua.

 

Rubia Amara Clímaco dos Santos, costureira

 

Trabalho de costura e bordado realizado pelas alunas

 

Resultado do trabalho realizado durante o curso de arte em crochê

 

Fotos: Dani Santos