Casa da Costura Dona Zil celebra quatro anos de atividade no município

20/06/2022 - 17:27 Atualizado há 1 dia



A Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) reuniu nesta manhã (20), alunos, ex-alunos, professores, ex-professores e outros integrantes, para comemorar os quatro anos de atividade da Casa da Costura Dona Zil. Trata-se de um espaço localizado no Centro Histórico da cidade, que ao longo deste período vem auxiliando sancristovenses no processo de profissionalização e qualificação nas áreas de crochê, bordado, fuxico, costura básica e criativa.

 

São 20 máquinas de costura organizadas em um espaço amplo, sendo que 12 delas foram conquistadas através de parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e as demais, por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF). Tais parceiros, unindo forças com a gestão e o trabalho dos professores, oficineiros e voluntários, contribuíram para que cerca de 100 mulheres do município tivessem acesso gratuito a cursos, oficinas e palestras.

 

Celebração dos 04 anos da Casa da Costura Dona Zil

 

Durante o evento, a secretária da Semas, Lucianne Rocha, desejou boas-vindas a todos os presentes e destacou o empenho da equipe que vem tornando possível o crescimento da casa. “Este é um espaço de extrema importância cultural e também econômica para dar um espaço qualificado para os artesãos e as diversas pessoas da comunidade que tiverem o desejo de se profissionalizar, além de proporcionar uma aproximação com as pessoas do município. Por isso não medimos esforços para ofertar um espaço como este e buscar tudo o que fosse possível para que ele servisse à comunidade”, afirmou.

 

Lucianne Rocha, secretária da Semas

 

Jhon Eldon é oficineiro de costura criativa e considera a Casa da Costura como um lugar fomentador de vivências, o que facilitou na criação do grupo Coletiva Crochê-te-ando. “Cheguei neste local por acreditar em sua dimensão e para organizar um projeto com um grupo de artesãs, costureiras e artistas têxteis. A partir de uma reunião, formamos a Coletiva Crochê-te-ando, que aos poucos foi ganhando força e identidade. Essa Casa é um lugar revolucionário para emancipar a vida de muitas mulheres, que é o público majoritário. Comparo-a como uma criança que cresce e está adquirindo reconhecimento, através da sua importância social, política, afetiva e ideológica no contexto da cidade”, destacou.

 

Jhon Eldon, oficineiro de costura criativa

 

A artesã e ex-professora da Casa da Costura, Maria Hortência Borges Menezes, considera esta celebração como o resultado de muito trabalho. “Esta celebração para mim é uma vitória e eu sinto muito orgulho por fazer parte da história. Não faço mais parte da equipe, não estou aqui efetivamente todos os dias, mas a ligação de afeto continua, assim como o desejo de que a casa continue crescendo”, disse.  

 

Maria Hortência Borges Menezes, artesã e ex-professora da Casa da Costura

 

Alunos presentes no evento

 

Maria Helena Souza de Freitas é veterana na Casa da Costura, pois é aluna de costura desde quando o espaço foi fundado. Para ela, a gestão está de parabéns por proporcionar este local que ela considera maravilhoso. “Eu vi este espaço evoluir e sinto um orgulho imenso por fazer parte dessa história desde o princípio. Agradeço a gestão pelo empenho e pelo compromisso de fazer dessa Casa um lugar fomentador de aprendizado e cultura para os moradores da cidade”, enfatizou.

 

Maria Helena Souza de Freitas, costureira e artesã

 

Para a aluna recém-chegada em um dos cursos, Herilene dos Santos, o aprendizado adquirido durante as aulas tem, inclusive, auxiliado no fortalecimento da sua autoestima, pois considera a ida para as aulas “uma atividade terapêutica que oferece a oportunidade de aperfeiçoar o seu trabalho e melhorar os rendimentos. Aqui é um lugar de onde não quero mais sair, pois o aprendizado deve ser constante”, disse ela e quem concorda é a pensionista Olindina Menezes, também novata, que entrou no curso “para aprender uma nova profissão ao passo em que distrai a mente”.

 

Herilene dos Santos, aluna da Casa da Costura

 

Olindina Menezes, pensionista e aluna da Casa da Costura

 

Fotos: Heitor Xavier