21 dias de ativismo: Semast promove atividade para discutir violência doméstica

25/11/2021 - 18:14 Atualizado há 6 horas



Continuando a semana de atividades dos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher em São Cristóvão, na manhã desta quarta-feira (25) aconteceu uma sala de diálogo no Museu Histórico de Sergipe. Sob o tema ‘Tecendo Vidas Sem Violência’, a discussão teve a participação de presidentes de associações, diretores de organizações não governamentais e representantes de lideranças comunitárias. 

 

 

 

De acordo com Gessica Silva, diretora de Proteção Social da Semast, a atividade foi organizada para as lideranças comunitárias do município devido a sua importância em relação ao que acontece dentro da comunidade. “O objetivo é que essas pessoas sejam informadas e que se tornem multiplicadores dessas informações, além de se tornarem apoiadores de possíveis mulheres que sejam colocadas nessas situações de violência”, comenta.

 

Gessica Silva, diretora de Proteção Social da Semast

 

A sala de diálogo foi mediada pela advogada criminalista e especialista em crimes de gênero e raça Clara Arlene Ferreira, que conversou sobre a luta contra a violência doméstica, os seus variados recortes e a importância do trabalho conjunto entre sociedade, líderes comunitários, instituições, delegacias e o poder judiciário na luta preventiva contra esse tipo de violência. 

 

“Hoje foi uma palestra para as líderes comunitárias, ou seja, são pessoas que têm a maior facilidade em perceber casos de violência doméstica, que vão perceber a violência psicológica, a mudança de comportamento daquela mulher, então os líderes são um eixo extremamente importante na luta contra violência doméstica. São eles que estão ali lado a lado com essas mulheres e que possuem um olhar sensível que precisa ser trabalhado em todas as esferas”, diz a advogada.

 

Clara Arlene Ferreira, advogada criminalista

 

Para Gilzanira Nascimento Bastos, coordenadora de Proteção Básica da Semast, reuniões como essas são extremamente importantes para conscientização das pessoas. “Precisamos estar dentro desses espaços porque nunca é pouco para gente aprender e entender que a violência contra a mulher é grave, que precisa ser combatida e prevenida principalmente, então para mim é sempre muito rico, importante e proveitoso participar de atividades como essas” concluiu.

 

Gilzanira Nascimento Bastos, coordenadora de Proteção Básica da Semast

 

Já a participante Teles Mara, que trabalha na Secretaria da Educação, acredita que esse cenário de violência pode ser mudado através dessas palestras. "Nós precisamos ser multiplicadores e levar esse conhecimento e a importância da mulher pras escolas, para conscientizar os jovens porque essa conscientização não é só para mulher, ela é para a sociedade como um todo".

 

Gessica Silva, diretora de Proteção Social da Semast

 

Ações realizadas

 

Além da atividade de hoje, foram realizadas no CRAS São Cristóvão e Gilson, salas de espera com ação informativa. “Enquanto os usuários estavam esperando serem atendidos nós exibimos um vídeo e fizemos uma reflexão e todas essas reflexões ao longo dos 21 dias vão ser reflexões direcionadas as formas de superação do ciclo de violência, de prevenção e os canais de denúncia e comunicação”, finalizou Gessica Silva.

 

Fotos: Heitor Xavier