10 anos de Chancela: Prefeitura de São Cristóvão lança selo comemorativo

29/07/2020 - 14:43 Atualizado há 1 dia



No dia 1º de Agosto a Praça São Francisco irá celebrar 10 anos da Chancela Sitio Patrimônio da Humanidade, reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Para celebrar esta data, a Prefeitura de São Cristóvão lançou um selo comemorativo, como forma de enaltecer a importância da chancela para o turismo e a história da Cidade Mãe de Sergipe.

 

Idealizado pelo designer Cauê Souza Mathias, o selo traz o cruzeiro da Praça como destaque, peça que integra todo conjunto arquitetônico do local, que remonta aos tempos do século XVI, testificando a presença da Ordem Franciscana na cidade histórica de Sergipe, e que, junto aos prédios históricos, formam um museu a céu aberto em um quadrilátero que transpira história.  

 

Morador de São Cristóvão há quatro anos, o designer conta do orgulho de ter contribuído para o desenvolvimento do selo comemorativo. “A primeira vez que estive na praça foi em 2016, e logo naquela visita percebi que era diferente de qualquer praça que já tinha estado até então, tanto em matéria de arquitetura quanto de atmosfera. Ela abre o roteiro de visita ao sítio histórico com muita grandeza. Foi um pouco dessa sensação que procurei ao criar o selo, demonstrar graficamente essa importância, esse marco que é orgulho do sergipano, sobretudo do sancristovense”, detalha.

 

Cauê Mathias foi o responsável pela elaboração do selo

 

A Praça

 

A Praça São Francisco é um conjunto arquitetônico e único exemplar no Brasil que se constitui como um assentamento urbano que representa a fusão do modelo urbanístico usado por Espanha e Portugal. Ou seja, testemunho único do período de união das duas, entre 1580 e 1640. 

 

A praça é um espaço quadrilátero composto de edifícios públicos e privados como a Igreja e o convento São Francisco e foi traçada segundo Ordenação Filipina.

 

Ao se tornar patrimônio em nível global, tanto pelo seu valor histórico como sociocultural, a praça configura-se como lugar de memória coletiva para os moradores, bem como local com potencialidades para o desenvolvimento do turismo, a exemplo de outros sítios históricos espalhados pelos cinco continentes.

 

Fotos: Heitor Xavier